A mulher de trinta anos, por Ana Flávia Baetas Valois .

Citada por romanista, jornalista, cantor
Ela é suave, vivida, não tem pressa pro Amor.

Ela é do riso e da seriedade
Em casa rainha, sem perder a humildade.

Foi de Honoré, Balzac burguês
Embaixo assina o nome, final em francês.

Ela é a medida, pois com outras não se mede mais
Tem equilíbrio, é quem escolhe o próprio cais.

Deixou o Ter, da fadiga jovem costumeira
Pregou no Ser, resolver atracar
Foi proibida saudade brejeira…
A do poeta, o bem querer estar!

Ela é ela. Natural! Dizem por aí…
Espírito das antigas, com firmeza anormal.

Do seu passado, maestro findou
Dos seus presentes, na pele tremeu
Da negativa que assim ousou
E no final, não lhe esqueceu.

Tirou do mar, o seu bel prazer
Da solidão, estrela emergiu…
Fugiu Aurora!
Olhos nos olhos, vem o Reconhecer.

São vinte e nove sóis de outrora
Tá quase lá, já dá pra ver?

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