Cidade invisível, por Zilmar Junior

 

Não está morta, não está parada.
Apenas não aparece, ou melhor, aparece apenas àqueles que a sabem apreciar, que a sabem sentir e que realmente acreditam que ela existe. Esse é o ponto, a chave que dá acesso à sua porta.
Por ser muito utópica e considerada distante de mais de nós mesmos, sua existência é colocada em dúvida. Ó fúteis indagações, se soubessem o quanto ela os espera ansiosa para o tão esperado dia em que nela podereis habitar.
Já está tudo preparado: A entrada decorada, ruas limpas, belas paisagens, o ar potável e suave, e até as águas se purificaram para a chegada do seu principal convidado. Onde andarás aquele que é digno de em mim entrar e se deleitar do mais prazeroso prazer? Por quantas milhas ainda terei que esperar a chegada da incerteza dessa interrogação?
Tudo ainda é muito incerto, muito longe… A necessidade do agora é o que se torna o principal empecilho para uma boa relação entre mim e ti. Tudo ainda é perspectiva, tudo ainda é invisível.

Zilmar Junior (Escritor e graduado em Letras Português pela Universidade Estadual do Piauí)

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