Demasiadamente, por Nando Rodrigues de Sousa

 

É demasiado o peso que sobre as costas curvas carrego
Com a ânsia de não ser a me matar
E sôfrego, o ar busco… em vão
O passado me sufoca com suas paredes escuras
E suas folhas secas e lugares estranhos
Com longos passos volto ao lugar de antigamente
E sinto que o ar me falta, e a ânsia…
Ah, isso é demasiado para mim
Ao presente retorno com as costas mais curvas
E com medo de piscar até o futuro
Agora não sou mais eu, sou passado
Seco, estranho… demasiado
E como antigamente tenho medo de piscar
Pisco e tudo se esvai, demasiadamente.

Nando Rodrigues de Sousa (Escritor)

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