Noites em claro, por Renato dos Santos.

De olhos bem abertos
Rachaduras nos seu cantos
Tingidos da opaca escuridão
Contemplo a sútil cor homogênea do nada

São 4:30 da manhã, é cedo
Como se fosse uma tarde na minha aurora
Só tenho a mim mesmo e os pensamentos
Que outro ser estaria disponível essa hora?

Dia após dia a cena e sina se repete
Sendo um bicho solitário das noites em claro
Vagando no breu que tudo cobre
Toca aquela música que me toca, “sui generis”

É uma peçonha que trucida aos poucos
Me deixando como um soldado na guerra
Há um medo existente no consciente
Que horas irei apagar, o cansaço ei de vencer

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